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Acolher o mistério infinito de Deus
Uma coisa é a palavra de Deus e outra coisa é o próprio Deus. Uma coisa é a palavra amor e outra coisa é o amor. Deus não é uma teoria nem uma teologia. É uma pessoa concreta, e uma pessoa torna-se-nos conhecida através da relação pessoal; e essa relação pessoal confere aquele conhecimento (experiencial) “que ultrapassa todo o conhecimento”. Se não mergulharmos de cabeça no mar de Deus, nunca saberemos quem é Deus.

Ninguém tem o direito de falar de Deus se não falar com Deus, porque, se assim não for, depressa nos transformamos em bronze que soa ou em meros jogadores de palavras ocas. Assim se compreende que, na Igreja, haja frequentemente muita produtividade e estatísticas brilhantes, mas também é evidente que essa produtividade não é proporcional à verdadeira fecundidade. A produtividade depende do esforço humano, e é uma atividade quantificável e redutível a números e a estatísticas. A fecundidade, pelo contrário, depende do próprio Deus: Ele é o único autor da graça, graça que é distribuída através de servos humildes e de sinceros amigos do Senhor.
Extraído do livro “Itinerário para Deus” do Frei Inácio Larrañaga
