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Aprenda com os salmos


É interessante sublinhar o fato de que, com o conceito de festim, encontramos invariavelmente nos Salmos o verbo saciar-se. Mais uma vez, estamos na área antropológica: Deus, e só Deus, é capaz de saciar completamente a fome de transcendência.


E não podia ser menos: como a "estrutura" humana foi desenhada segundo a medida divina, era lógico e normal pensar que só Deus poderia encher de equilíbrio e alegria esse mundo interior, inefável e vastíssimo, insaciável diante de todos os manjares humanos. O salmista poderia dizer: Tu és minha saciedade.

Nesse sentido, o salmista nos dá, aqui e ali, expressões sublimes, verdadeiras jóias, que eu aconselharia as pessoas que levam a sério a amizade com Deus a aprender de cor para repetir sempre. São expressões inesgotáveis de ressonância e vida.


"Mas Tu, Senhor, puseste em meu coração

mais alegria do que se abundassem trigo e vinho”. (Sl 4.7)


Todos e quaisquer “trigos” e “vinhos”, que simbolizam as emoções e satisfações da terra, são nada em comparação com a alegria e saciedade que Tu puseste dentro de mim.


O salmista diz:

“Saciar-me-ás de gozo em tua presença,

de alegria perpétua à tua direita”. (Sl 16,11)


É impossível dizer isso com mais precisão e beleza. Entram na dança, a Presença (o próprio Deus), a saciedade e a alegria, desta vez, definitivas.


Extraído do livro Salmos para a vida do Frei Inácio Larrañaga