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Deixar-se amar


Há muito tempo, tenho a maior convicção de que viver o Evangelho consiste, originalmente, em experimentar o amor do Pai, precisamente do Pai. Quando se sente isso, surge no coração humano um desejo incontido de tratar todos os outros como Pai me trata. A partir dessa experiencia, o outro se transforma, para mim, em um irmão.


Intimamente também estou completamente seguro de que foi isso que aconteceu com Jesus: experimentou intensamente o amor do Pai, quando era jovem. Impelido pelo dinamismo desse amor, Jesus saiu pelo mundo para tratar a todos como tinha sido tratado pelo Pai. Como meu Pai me amou, assim eu amei vocês.


É esse programa que Jesus propõe aos homens. Essa é a revolução, a “novidade” profunda e radical do Evangelho. Jesus e SEU FILHO amado. Nós somos seus filhos amados.

Assim compreendemos a motivação ou sentido profundo das atitudes evangélicas de Jesus. Quando o Senhor Jesus, aos 12 anos, responde á sua Mãe que o Pai é sua única ocupação e preocupação, quer dizer, com outras palavras: meu Pai é minha mãe, querendo dizer que toda a ternura que sua mãe lhe poderia dar já tinha sido dada por seu Pai.


Quando Jesus diz que a vontade do Pai nos constitui como pai, mãe, esposa... (Mt 12,50)quer dizer, o seguinte: que o amor do Pai nos faz sentir uma ternura muito mais profunda que a de uma esposa; causa mais doçura que a de uma mãe muito querida, e maior satisfação que milhares de propriedades e terrenos. Surge assim a comunidade, como uma necessidade de amor, como um espaço vital onde se podem derramar as energias e o calor que armazenamos, provenientes do sol do Pai.


Do livro “Sobe Comigo” do Frei Inácio Larrañaga

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