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Filhos da eternidade
Depois de passar o olhar pelo tempo antigo, o salmista transcende todos os tempos e, com palavras poderosas, coloca-se em um presente que abarca o ontem e o amanhã, apresentando-nos uma visão cheia de grandeza, em que proclama o eterno presente de Deus. De fato, no fundo do salmo move-se a majestade divina como uma corrente perene, eternamente igual a si mesma, em contraste com a incessante mudança da natureza humana.

Antes que nascessem os montes,
ou fosse gerado o orbe da terra,
desde sempre e para sempre Tu és Deus.
É uma cosmovisão poderosa em que o salmista olha para trás, olha para frente, mas não fica com o passado nem com o futuro, mas com o presente: Tu és.




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