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Jesus fala de Deus
Jesus fala de Deus, e por detrás de suas palavras, ouve-se o eco duma paixão. Ergue-se majestoso, qual cume de cordilheira, para declarar: Deus-é-Tudo. Só Deus é Senhor do Universo e autor do Reino. Ele vai à procura de operários para a sua vinha. Não se lhe pergunte pelo salário, mesmo que tenha pago ao último tanto quanto ao primeiro. Não há mérito, tudo é dádiva (cf. Mt 20,1-16). Ele organiza as bodas, e Ele mesmo vai pelos caminhos e praças, à procura de convidados (cf. Mt 22, 1-14). Sim, Ele mesmo envia os convites (Lc 15, 3-7).
Porque querem os homens jogar certas cartas, por exemplo, saber e dispor do momento e da hora final?. É inútil. Nem sequer o Filho do Homem o sabe. Só Deus sabe a hora exata (Mt 13,32; Mt 24,36; 25,13). Tudo-é-Deus.

Vaidades ridículas? Quem ocupará o primeiro lugar? Vós sois capazes de sofrer a prova? Ainda que sejais capazes, sabei que nem mesmo eu, que sou o Filho, posso dispor. Só Deus dispõe. Ele marcará a cada qual o seu lugar. Tudo-é-Graça. Ninguém merece nada. Aqui, tudo se recebe, como uma criança.
Somente os que se “fazem” pequeninos podem receber o Reino, a vida, o alimento, o vestuário, a educação, o carinho. O Reino é um Dom, um Presente (cf. Lc 12,32). Jesus “conheceu” a Deus nos seus longos encontros e aí descobriu que Tudo-é Graça.




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