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Nas mãos da esperança
O salmista desterrado continua consigo mesmo, entre a saudade e a esperança, consolando-se como pode. Nesse cenário tinha nascido e crescido outrora sua amizade com Deus. Agora, quando o evoca, desperta vivamente a lembrança do Senhor.
Com fantasia poética de alta inspiração, o exilado entrega-se a um jogo de simbolismos e realismos.

Efetivamente, nas encostas do Hermon, a água, incrivelmente clara e fresca, desce saltando e cantando de que em queda. O salmista imagina como uma queda dedica à outra uma canção com voz de cascatas: “Tuas torrentes e tuas ondas me arrastaram” (v.8) Um símbolo: da mesma maneira, em sua alma, as ondas da tristeza e as torrentes da aflição afogaram toda a planície.
No meio dessas alterações agitadas brilha de repente o sol da esperança para o exilado: Eu sei que meu Deus me olhará com ternura e me envolverá com o manto da misericórdia de manhã. De noite entoarei ao som da citara uma serenata de amor para meu Senhor (v.9). Depois de tantos altos e baixos, finalmente o salmista desce ao vale da serenidade e, dialogando consigo mesmo, entrega-se definitivamente nas mãos da esperança (v.12).
Extraído do livro “Salmos para a vida” do Frei Inácio Larrañaga




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