- 12 de set. de 2025
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O Salmista e a misericórdia do Senhor (Salmo 51/50)
O salmista implora a misericórdia do Senhor, nos primeiros versículos e uma vez que se sente seguro dela, a primeira coisa que faz é uma autocrítica.

Salva-se por isso, porque, tanto em nível evangélico como psiquiátrico, a autocrítica é o pórtico de toda salvação, assim como, pelo contrário, a racionalização também é, em todos os níveis, o pórtico de toda perdição. Na realidade, a racionalização é o pecado contra o Espírito Santo: não se quer dizer precisamente que não se perdoa, porque Deus perdoa tudo (e perdoar é uma festa para o Pai), mas surge uma situação (nesse jogo entre a graça e a liberdade) que Deus nada tem a fazer.
Nem pode ser de outra maneira. Os complexos de culpa povoam a alma de tristeza salgada e amarga. Mas, quando desponta a Misericórdia sobre a alma, quando o homem fica sabendo que, apesar de seus excessos, é abraçado com predileção, e que a ternura, una ternura inteiramente gratuita, inunda de perfume sua casa, são previsíveis as consequências. A tristeza desaparece como as aves noturnas ao alvorecer, e tudo, paredes e recintos interiores, veste-se de um ar primaveril, perfumado de gozo e alegria.
Extraído do livro “Salmos para a vida” do Frei Inácio Larrañaga




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